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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Barbárie

A barbárie está aí.  Veja a notícia abaixo (em francês) que mostra os países supostamente civilizados reféns destes bárbaros:

Bataille d’influence autour du trésor des pirates
Considérant que les rançons payées aux pirates somaliens profitent aux groupes djihadistes opérant à Mogadiscio, Washington veut les rendre illégales. Cependant, Londres, capitale du commerce maritime, s’oppose bec et ongles à une telle mesure, qui empêcherait les armateurs de récupérer rapidement leurs bateaux.(...) [Intelligence online]

Tradução: Batalha de influência pelo tesouro dos piratas
Considerando que os resgates pagos aos piratas somalis acabam com os grupos jihadistas que operam em Mogadiscio, Washington quer que sejam declarados ilegais. Porém Londres, capital do comércio marítimo, se opõe firmemente a tal medida, que impediria os armadores de recuperar rapidamente seus navios...

No mesmo dia: Na internet, milícia somali convoca portadores de HIV para atentados suicidas (Folha de São Paulo)

sábado, 24 de outubro de 2009

Especialista propõe legalizar drogas

Para policial dos EUA, estratégia de combate é 'completo fracasso'

Alfredo Junqueira, RIO

O Estado do Rio jamais vai retomar o controle dos territórios que estão sob domínio dos traficantes, se não for adotado um sistema de legalização regulada de todos os entorpecentes. Essa é a opinião do policial aposentado americano Jack Cole, membro-fundador e diretor executivo da Law Enforcement Against Prohibition, entidade formada por 15 mil policiais, juízes, promotores e agentes carcerários nos Estados Unidos. Um dos palestrantes na 2ª Reunião da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracias, realizada ontem no Rio, ele foi taxativo sobre o assunto.

"Com a experiência que tenho de 40 anos trabalhando nisso, acredito que nunca será possível tomar controle dessa situação a não ser que se legalize o uso de drogas. Essa é a única coisa que pode ser feita para diminuir a violência, pois assim se tira dos bandidos o controle sobre as drogas e, consequentemente, seus lucros", afirmou Cole. Para reforçar os argumentos, o ex-policial, que passou 14 anos como agente infiltrado em quadrilhas de traficantes, apresentou diversos dados sobre o consumo de entorpecentes e a guerra travada nos EUA.

Segundo ele, o governo americano já gastou mais de US$ 1 trilhão no combate às drogas. "E os resultados são pífios. Nossa política para o setor é um completo fracasso. Sempre foi. As coisas estão muito piores do que quando começou a guerra contra as drogas, há 40 anos", disse.

O avanço dos entorpecentes, apesar da repressão, é mostrado nos números citados pelo ex-policial. A quantidade de usuários nos EUA em 1965 era de 4 milhões, o que representava 2% da população acima de 12 anos. Em 2003, esse número chegou a 112 milhões, ou 46% do total. Os custos da cocaína no atacado despencaram 60% e os da heroína, 70%. O número de pessoas presas por crimes relacionados às drogas chegou a 415,6 mil, em 1970. Em 2005, já era 1,8 milhão.

Cole ainda afirmou que a concentração de forças no combate às drogas diminuiu a eficácia da polícia americana na investigação de outros crimes. Em 1963, os casos de homicídio solucionados totalizavam 91%. Atualmente, a marca caiu para 61%. "Como a polícia está concentrada na guerra contra as drogas, fica difícil proteger a sociedade de assassinos, ladrões e molestadores de crianças."

O Estado de São Paulo, 24/10/2009

domingo, 28 de junho de 2009

Conflito Israel-palestinos: é simples

- Sobre a questão palestino-israelense, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Bibi Netanyahu, admitiu pela primeira vez a existência de um Estado palestino. O sr. acredita que possa haver alguma evolução real em direção à paz?

- Todos os predecessores de Netanyahu aceitaram a existência de um Estado palestino. Os palestinos é que não estavam preparados para a ideia, porque não querem aceitar a existência de Israel. É essa a grande dificuldade. Em 1948 a resolução da ONU previa e criação de um Estado palestino. Eles se recusaram e foram à guerra. Após o conflito, esses territórios ficaram sob autoridade de governos árabes, que não formaram um Estado. Em 1967, Israel conquistou vastos territórios e ofereceu devolvê-los, mas os Estados árabes, no congresso de Cartum, definiram os "três nãos": não às negociações, não ao reconhecimento, não à paz. Essa tem sido a regra desde então. Os palestinos querem um país que inclua os territórios de Israel. Ao fim da guerra de 1948, nenhum judeu pôde permanecer em áreas controladas por árabes - eles foram expulsos ou mortos. E não estamos falando de assentamentos, mas de comunidades antigas na região, como a da parte oriental de Jerusalém. É essa a base da questão.

B. Lewis, Entrevista a O Estado de São Paulo, 28/6/2009